terça-feira, 11 de novembro de 2008

Justiça, ciência e democracia

Às vezes nos surpreendemos com certos autores. Outro dia encontrei essa passagem, em um autor do qual jamais esperava afirmação assim: "la justicia es para mí aquello bajo cuya protección puede florecer la ciencia y, junto con la ciencia, la verdad y la sinceridad. Es la justicia de la libertad, la justicia de la paz, la justicia de la democracia, la justicia de la tolerancia."

Alguém sabe, sem consultar o oráculo, de quem é a frase?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Internet e democracia

Vi na "Folha" que Obama pretende usar a internet para se aproximar da população, mantendo através da rede contato com seus eleitores (clique aqui).
Pode parecer fantasia, mas acho que a rede ainda vai revolucionar muitíssimo a forma como a democracia é exercida, para melhorá-la. Talvez se chegue até mesmo, com ela, a uma ampliação do uso das formas diretas de democracia, como preconiza, já faz algum tempo, Paulo Bonavides. Quem sabe?

sábado, 8 de novembro de 2008

Como fazer uma monografia

O site universia, que tem diversas informações úteis para estudantes, professores e demais interessados no mundo acadêmico, divulgou recentemente um ótimo "tutorial" sobre como fazer uma monografia. Recomendo. Divulga as normas da ABNT e outros dados relevantes de forma fácil, racional e instrutiva. Para acessá-lo, clique aqui.


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Se o nível é baixo, a solução é tornar tudo cada vez mais fácil?

Um aspecto a respeito do qual tenho refletido, nos últimos tempos, diz respeito às soluções para o ensino (não só jurídico) quando o estudante tem, supostamente, pouco conhecimento prévio do assunto.
É evidente que o estudante não tem o total domínio da matéria. Aliás, total domínio ninguém tem, e quem diz tê-lo já está fornecendo atestado prévio de desconhecimento. Mas exigem-se conhecimentos preliminares, necessários ou pressupostos, para que novos sejam agregados.
Exemplificando, do aluno da segunda série do primário (é o novo!) exige-se que saiba ler e escrever, e fazer somas e subtrações elementares, pelo menos. Daí, poderá aprender análise morfológica e sintática, ampliar o vocabulário, aprender a fazer multiplicações e divisões etc.
Pois bem. Mas a questão é: e quando o aluno não sabe aquilo que já deveria saber? Quando um aluno de direito administrativo revela não saber coisa alguma de direito constitucional, ou de teoria do direito, por exemplo? Ou quando um aluno de teoria do direito revela não saber sequer língua portuguesa?
Além de uma profunda revisão no ensino dessas bases faltantes, para aqueles que já têm a deficiência duas soluções são possíveis.
Uma é rebaixar o ensino de todas as etapas posteriores ao nível do aluno, tornando as avaliações cada vez mais fáceis. Em vez de ensinar a pensar, ensinam-se os "bizus" para que respostas sejam memorizadas e depois vomitadas acriticamente em uma prova, sem o mínimo raciocínio ou senso crítico.
Outra é manter o nível do ensino, exigindo do aluno que se adapte a ele, fornecendo a ajuda possível para isso.
Por experiência própria - que ainda é pequena, reconheço - tenho visto que a segunda solução funciona. E ajuda o aluno. A primeira não: satisfaz em um primeiro momento, mas, posteriormente, o próprio estudante percebe que não progrediu.
Não é o caso de ser "malvado" para "pegar" o estudante. Muito pelo contrário. A discussão gira em torno precisamente dele, e consiste em saber como fazer para que progrida e evolua, superando-se.
Acredito que todo ser humano tem um potencial intrínseco, que pode ser desenvolvido de infinitas maneiras. Todos o têm. Mas apenas os que se esforçam para desenvolvê-lo obtêm melhores resultados. Outros se acomodam.
Tenho observado alunos do prouni. Alguns não estudaram nas melhores escolas, e não têm uma boa formação ou uma boa bagagem. Mas têm garra. Estudam e se esforçam como podem para aproveitar a oportunidade que receberam. E não raro são os melhores.
O aluno, portanto, só precisa disso: estímulo. Precisa saber, e se convencer, que tem que estudar, e muito. Se tiver a impressão que mesmo sem estudar tudo vai dar certo, na base do jeitinho, da pesca, do grito, da reclamação, a coisa não funciona.
Pensava nisso quando recebi e-mail da coordenação de um curso de Direito no qual ensino. O fato de ter sido a coordenação que enviou (não só a mim, mas a todos os professores) mostra a maneira como aquela instituição vê o problema: a idéia não é facilitar!

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RELATO DE UMA PROFESSORA
  Pura verdade!!!!

  Semana passada comprei um produto que custou R$ 11,55. Dei à caixa R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 55 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A caixa pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar R$ 9,00 de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Continuou hesitante enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda .
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou
R$ 80,00.
Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2008:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X na opção que representa o lucro, que é de R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00


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É claro que se trata de uma brincadeira, mas que bem demonstra como um pouco de dificuldade, para obrigar as pessoas a raciocinarem, não faz mal a ninguém. Afinal, de nada adianta uma prova fácil, se a vida nos oferece desafios cada vez mais difíceis.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Estrigas na Casa dos Noventa

Dentro da idéia, aqui já referida, de realizar eventos culturais no âmbito do ICET, está sendo planejada, para a quinta-feira 13/11/2008, às 19:30, uma reunião em torno dos trabalhos de ESTRIGAS (Nilo Firmeza), referência das artes cearenses. Os leitores do blog estão todos convidados (clique aqui).





segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Chamada para publicação na Revista PENSAR

Chamada para publicação - Revista do Curso de Direito da UNIFOR

A Comissão Editorial da Pensar, Revista do Curso de Direito da UNIFOR, convida a comunidade acadêmica a apresentar artigos científicos para o volume 14, no.01 que circulará no primeiro semestre de 2009. As normas para publicação e demais informações estão no endereço eletrônico do periódico (www.unifor.br/revistapensar).

Prazo: 20 de dezembro de 2009.