quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Dança do créu...

A música original é horrível, mas a "adaptação" abaixo revela alguma criatividade.
Não posso negar: ficou engraçado.
Considero manifestações desse tipo muito valiosas. Não pelo seu mérito em si, mas por revelarem a politização (no sentido próprio) da sociedade, vale dizer, as pessoas começam a se interessar pelo público, pelo que é de todos, pelos assuntos cuja relevância ultrapassa os limites de seus problemas individuais. O fato revela, ainda, o acerto de Tobias Barreto, que há uns 120 anos já dizia que o brasileiro tem mesmo a mania de levar tudo na troça (BARRETO, Tobias. Estudos de Direito. Campinas: Bookseller, 2000, p. 421).

Atualização:

Em vez de um link, quem quiser pode ver a obra de arte aqui do blog mesmo:




3 comentários:

Pedro Eduardo Pinheiro disse...

Prezado Hugo,

Como pode ver estou assíduo em seu blog. Afinal, quantas visitas diárias costuma ter? Vamos ao assunto. Realmente, é muito interessante essa bem-humorada charge e reveladora do quanto ensinado por Klaus Tipke, J. Lang e, creio eu, Fritz Neumark (li muita coisa dele, mas tenho absoluta certeza de ter lido isso lá). Esses autores demonstram que a preferência pela tributação indireta (icms) perpassa pela "imperceptibilidade" desses tributos, cuja rejeição social é notavelmente menor que aquela enfrentada pelo IR, por exemplo. Por isso, ele começa o créu com velocidade 1 termina na velocidade máxima quanto ao IR... é os velhos alemães já estavam certos. A propósito, compartilhamos com os alemães de um sistema tributário cheio de problemas.

Grande abraço,

Pedro Eduardo Pinheiro Silva.

Hugo de Brito Machado Segundo disse...

Pedro Eduardo,
É verdade. Aliás, Baleeiro também escreveu bastante sobre isso. Fiz posts específicos sobre o tema.
abraço,

Pedro Eduardo Pinheiro disse...

Hugo,

Quis dizer que não tenho absoluta certeza de ter lido sobre a imperceptibilidade da tributação indireta em Fritz Neumark. Abraços,

Pedro.

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