Outro dia, vi no facebook o comentário bem-humorado do Prof. Raul Nepomuceno a respeito de um fone para ser conectado em celulares, com design "vintage", lembrando uns telefones que quando eu era criança já eram antigos.
O dispositivo é este que aparece na foto:
E o telefone, que usei muito (e era horrível quando tínhamos pressa em ligar para números com muitos 9), era esse:
O comentário dele era mais ou menos assim: "- Os pesquisadores das fábricas de celular estudam por anos e quebram a cabeça por muito tempo para construir um telefone mais fino, mais leve, com tela sensível ao toque, e então um dos acessórios mais vendidos para ele o transforma em um telefone disponível há 30 anos. É mesmo complexa a criatura humana..."
Ele tem razão. E é curioso mesmo como alguns itens vintage continuam na moda, e às vezes até ressurgem com mais energia do que a que tinham há algumas décadas. Claro que esse ressurgimento às vezes é de forma repaginada, como se dá no design de alguns carros, mas às vezes não. É o caso do vinil, das canetas tinteiro, de alguns cadernos, cada vez mais comuns, e de diversos brinquedos.
E como a internet realmente tem de tudo, nela encontrei pessoas com as mesmas manias. Há até quem faça um "ranking" de tintas (que, depois percebi, faz todo o sentido), vendo nelas qualidades que olhos ignorantes jamais perceberiam. É, realmente, a simplicidade está apenas na superfície, em qualquer assunto: do mesmo modo como, para quem não conhece, todos os vinhos são iguais, todas as bolsas de mulher são iguais, todos o carros são iguais, todos os charutos são iguais, e para quem conhece há um universo de variações a serem exploradas, o mesmo pode ser dito de tintas, canetas e papéis. O vídeo abaixo, que faz uma "resenha" de uma belíssima tinta da noodler´s, é uma boa indicação disso:
Mas este post, que começou "nada a ver" e terminou ainda mais, já está ficando demasiadamente longo. Em outros, talvez, volte ao assunto, cuidando com mais vagar de tintas, moleskines e canetas.
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